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LIVRO: Ampliando nossa Visão do Reino Mineral – Os Cristais de Quartzo, de Isabel Silveira

Sabemos que quando se trata de cristais, sempre é difícil encontrar literatura confiável, por isso estamos fazendo menção à obra abaixo.

Recebemos e recomendamos aos prezados amigos o livro em epígrafe; a Isabel é cliente e amiga nossa há cerca de 10 anos, quando visitou nosso escritório em Belo Horizonte na primeira viagem a Corinto organizada pelo Antônio Duncan, tendo retornado em várias outras oportunidades.

O livro enfoca essencialmente o quartzo, descrevendo em detalhe e com riqueza de fotos e ilustrações todos os “quartzos mestres”; não é uma compilação de bibliografia alheia, nos vários capítulos a Isabel coloca também sua vivência no uso das inúmeras formas do quartzo.

Estamos anexando aqui as contra-capas, a gentil dedicatória escrita pela Isabel, o índice do livro e o capítulo de apresentação.

Quem quiser maiores detalhes sobre a obra, a autora, onde adquirir, etc, pode contactar o site www.reinomineral.com.br.

Show de Denver 2007 – Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 5

Neste quinto capítulo da reportagem sobre o Show de Minerais de Denver, vamos mostrar mais duas curiosidades sobre um dos minerais mais abundantes no Brasil – o quartzo.

O Museu de História Natural de Los Angeles apresentou mais essas duas interessantes histórias:

QUARTZO FUMÊ – Lavra da Golconda, Coroaci, Minas Gerais

O quartzo adquire a cor fumê através de seu bombardeamento por radioatividade natural, normalmente isto se dá de forma homogênea mas em alguns raros casos, como neste cristal de 8 x 5 cm, exibe marchas mais escuras espalhadas internamente próximo à superfície do cristal ( no título a Lavra da Golconda está erradamente descrita como sendo em Coroaci, ela na realidade se situa no município de Governador Valadares )

Tradução do Texto – Quartzo adquire a cor fumê como resultado de uma exposição prolongada a radiatividade natural. Manchas marrons mais escuras, pontuais ( ou halos ) em cristais de quartzo são tipicamente causadas por minúsculos cristais de minerais radioativos tanto inclusos dentro do cristal ou crescendo em sua superfície. Este cristal “manchado” é atípico devido à quantidade e à distribuição relativamente uniforme desses “halos” um pouco abaixo da superfície do cristal. Embora nenhum desses cristais radiativos fonte tenham permanecido ( “sobrevivido” ), é provável que eles tenham se depositado na superfície do quartzo e lá tenham permanecido por milhões de anos.

HEMATITA no QUARTZO – Espírito Santo

É uma seção polida longitudinalmente cortada de um cristal de quartzo, medindo 6 x 3 cm; este material é freqüentemente ( e erroneamente ) chamado de “cacoxenita”; este mineral ( um fosfato de ferro e alumínio ), nunca foi até hoje encontrado dentro do quartzo, o que é atestado no excelente livro “Inclusions in Quartz”, de Jaroslav Hyrsl e Gerhard Niedermayr, cuja leitura recomendamos para todos os que se interessam pelo assunto.


Tradução do Texto – As “ripas” vermelho intensas, orientadas quase que perpendiculares às faces externas deste cristal de quartzo são cristais alongados de hematita que se nuclearam a partir da superfície do quartzo assim que ele começou a crescer. À medida que o quartzo começou a se desenvolver externamente a partir de seu núcleo o mesmo aconteceu com os cristais de hematita, competindo por nutrientes ( átomos ) e por espaço na interface entre o cristal de quartzo e a solução líquida que o recobria.

Em breve, mais novidades apresentadas no show.

Show de Denver 2007 – Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 4

Continuando a nossa reportagem sobre o show de minerais de Denver, realizado em setembro deste ano, apresentaremos a seguir mais dois minerais citados na vitrine de curiosidades mineralógicas brasileiras do Museu de História Natural de Los Angeles.

RUTILO no QUARTZO – Novo Horizonte, Bahia

O quartzo rutilado desta mundialmente famosa localidade ( a única que produz quantidades significativas de cristais com inclusões de rutilo douradas, em todas as outras o rutilo é vermelho, laranja-avermelhado, cinza metálico ou quase preto ) normalmente se apresenta sob a forma de longas agulhas atravessando os cristais de quartzo em todas as direções ou crescendo epitaxialmente sobre inclusões de hematita formando espetaculares estrelas de seis pontas; este cristal de 6 x 6 cm exibe o rutilo concentrado próximo à superfície, crescendo em todas as direções a partir de minúsculos núcleos de hematita, parecendo “explosões estrelares”.


Tradução do Texto – Agulhas de rutilo nesta localidade geralmente crescem epitaxialmente sobre hematita, formando estrelas de seis raios. Agregados de grãos de hematita aleatoriamente orientados no núcleo deste “spray” de rutilo gerou a forma atípica de “explosão estrelar” de agulhas de rutilo avermelhadas.

FLUORITA – Marambaia, Minas Gerais

Trata-se de um cristal de fluorita levemente arroxeado que mede 8 x 8 cm e foi encontrado num pegmatito, o que é relativamente atípico nessas dimensões ( microcristais de fluorita são mais fáceis de serem encontrados em alguns tipos de pegmatitos )


Tradução do Texto – Fluoritas provenientes de pegmatitos brasileiros são raramente encontradas no mercado de espécimes minerais. Este cristal bem formado, geminado de penetração, provem da mais importante região produtora de águas-marinhas e topázios. A presença de fluorita nesses pegmatitos não deve ser considerada uma surpresa, afinal, fluorita e topázio são ambos minerais que contêm flúor.

Aguardem em breve mais notícias do show, assim como a reportagem sobre o show de Munique.