Arquivo da tag: destaque

Inauguração da Loja Virtual – nosso novo passo

LOJA VIRTUAL – NOSSO NOVO PASSO

Olá a todos.

É com imensa satisfação que anunciamos a abertura oficial da nossa loja virtual.

O endereço: loja.luizmenezes.com.br

Através dela estamos colocando à disposição dos colecionadores, esotéricos e apreciadores  dos minerais em geral amostras diferenciadas em complemento às informações e fóruns já presentes em nosso site.

O visitante pode agora ver fotos, checar preços, calcular despesas de remessa, ter acesso a pagamentos parcelados, utilizar cartão de crédito, etc… tudo diretamente na própria loja.

Alguns produtos que vocês encontrarão:

RUTILO NA HEMATITA BASTÕES DE SELENITA
   
LARIMAR ROLADO SELENITA GEMINADA

Esperamos que venham em breve comentários e críticas para que estejamos cada vez mais próximos do que nossos clientes esperam.

Apreciem.  A loja é principalmente de vocês!!!

Loja virtual – Água-marinha na turmalina preta da Namíbia

Olá a todos.

Eis aqui as principais peças do lote de águas-marinhas da Namíbia das quais falamos no artigo recentemente publicado.

Para adquirí-las, basta mandar uma mensagem pelo nosso formulário de contato mencionando o código da pedra, sem esquecer de colocar também o endereço para que possamos calcular o custo de remessa.

Cada seção da escala que aparece nas fotos corresponde a 1 cm.

Vamos às pedras:

Água Marinha nb 01 Água Marinha nb 02 Água Marinha nb 04

nb 01 –vendida                  nb 02 – vendida                nb 04 – R$ 110,00

agua marinha nb 06 agua marinha nb 07

nb 05 – vendida                  nb 06 – R$ 70                       nb 07 – R$ 80

agua marinha nb 08 agua marinha nb 09 agua marinha nb 10

nb 08 – R$ 90                        nb 09 – R$ 70                      nb 10 – vendida

agua marinha nb 11 agua marinha nb 12 agua marinha nb 13

nb 11 – vendida                   nb 12 vendida                 nb 13 R$ 40

agua marinha nb 14 agua marinha nb 19 agua marinha nb 21

nb 14 vendida                      nb 19 – vendida                   nb 21 – vendida

Mais uma vez,  quem tiver interesse em adquirí-las é só usar nosso formulário de contato

Abraço

Água-marinha na turmalina preta de Erongo, Namíbia

A mina de Erongo, na Namíbia, é um pegmatito famoso pela produção de águas-marinhas, turmalinas pretas (schorl), fluoritas (verdes e roxas), quartzos enfumaçados e do raríssimo mineral jeremejevita.

Água-marinha na turmalina preta

Produção recente

No último show de Munich, realizado entre 30/10 e 1/11, vários comerciantes estavam oferecendo belas amostras de água-marinha incrustadas em grupos de cristais de schorl encontrados recentemente em Erongo; o lote deve ter sido bem grande pois hava muitas centenas de amostras à venda, muitas a preços surpreendentemente acessíveis, o que nos permitiu adquirir várias e colocá-las aqui à venda, no que consideramos seja uma boa oportunidade para os prezados clientes.

Água-marinha na turmalina preta

Os cristais de turmalina preta são finos e longos e estão agrupados ao longo dos eixos dos prismas, formando grupos que são mais finos na base e se alargam na direção da terminação, e sobre eles estão incrustados os cristais prismáticos, finos e longos, de água-marinha de cor azul clara, bom brilho e terminação plana (pinacóide basal).

Água-marinha na turmalina preta

Turmalinas pretas

Embora este pegmatito não produza quantidades expressivas de águas-marinhas com valor gemológico, os cristais são muito apreciados pelos colecionadores devido ao fato de estarem frequentemente incrustados em matriz de quartzo enfumaçado, de albita e de schorl. As turmalinas pretas muitas vezes exibem um extraordinário zoneamento interno de cores, que só pode ser observado quando os cristais são serrados em seções finíssimas, perpendiculares ao eixo do prisma, quando então podem ser observadas zonas internas, com contornos geométricos, de cores azuis, roxas, verdes, marrons, laranja e amarelas, e que vão variando em seções consecutivas cortadas a partir do mesmo cristal. Sim, as fotos abaixo são seções de turmalinas pretas!!

seção de turmalinas pretas

Seção de turmalina - Madagascar

Seções tranversais de turmalinas pretas

Jeremejevita

Finalmente, a jeremejevita é um flúor-borato de alumínio, hexagonal, que em Erongo ocorre sob a forma de belos cristais finos e longos (normalmente muito pequenos) de cor azul; para que se interessa por raridades temos também 3 amostras de jeremejevita (muito pequenas) para venda.

jeremejevita


Mais uma vez gostaríamos de indicar o site mindat.org para aqueles que gostariam de mais infirmações sobre os minerais citados. Lá existem fotos de amostras muito bonitas de jeremejevita, entre outras informações relevantes.

Abraço e até a próxima!!

Identificações Erradas de Minerais E Fraudes – Segundo Capítulo – Espinélio

ESPINÉLIO

Uma das fraudes mais recentes no comércio de minerais é a tentativa de se vender grupos de cristais de espinélio sintético como sendo espinélio natural.

Vamos a seguir fazer uma descrição das diferenças fundamentais entre ambos os materiais, que permitem uma fácil detecção da fraude:

ESPINÉLIO NATURAL

Espinélio na Calcita – Tanzânia

O espinélio é um óxido de magnésio e alumínio, MgAl2O4; quando quimicamente puro seria incolor ( o que até agora não foi encontrado na natureza ), entretanto impurezas diversas podem torná-lo preto, azul, lilás, verde, marrom, rosado ou, a variedade mais nobre, vermelho ( nesse caso a cor se deve a impurezas de cromo ).

Espinélio – Tanzânia

Cristaliza-se no sistema cúbico, quase sempre sob a forma de octaedros, e é relativamente comum exibir geminação ( conhecida como “Lei do Espinélio, que se constitui de 2 octaedros achatados superpostos ). As figuras abaixo, extradas do livro “Manual of Mineralogy”, de Klein and Hurlbut, pg. 309, mostram 3 dos hábitos mais comuns:

Figura (a) – Octaedro


Figura (b) – Geminado “Lei-do-Espinélio”

Figura (c) – Octaedro combinado com Dodecaedro

A dureza é muito alta, 8,5, e o índice de refração também é relativamente alto, 1,719, resultando em gemas com muita “vida”.

Ocorre normalmente em rochas metamórficas ( normalmente calcários metamórficos, como a peça que abre a matéria ); o maior produtor mundial é Mianmar ( região de Mogok ), sendo outros importantes produtores mundiais o Sri Lanka, a Tanzânia, o Vietnã e Madagascar ; não por coincidência todos esses países são importantes produtores de rubis, pois ambos se formam nos mesmo ambientes geológicos: rochas metamórficas portadoras de traços de cromo onde variações químicas localizadas levam à formação do rubi ou do espinélio.

Espinélio – Mianmar

Também não por coincidência o Brasil, que não é produtor de rubis de valor gemológico, também não é produtor de espinélios vermelhos; o Museu de Mineralogia da USP possui em seu acervo minúsculos octaedros vermelhos de espinélio que foram recuperados como sub-produto do processamento de areias monazíticas, possivelmente da região de Guarapari, ES. A região de Canindé, RJ, produziu no início da década de 80, em matriz de calcário metamórfico, cristais translúcidos azuis-acinzentados de espinélio, com hábito combinado de octaedro e dodecaedro, medindo até cerca de 1 cm.

Espinélio Azul geminado – Lei do Espinélio – Tanzânia

O espinélio pertence ao chamado “Grupo do Espinélio”, constituído dos seguintes minerais ( os marcados em negrito são comuns ou pouco raros, os demais são muito raros ):

Brunogeierita – GeFe2O4
Cromita – FeCr2O4
Cocromita – CoCr2O4
Coulsonita – FeV2O4
Cuproespinélio – CuFe2O4
Espinélio – MgAl2O4
Franklinita – ZnFe2O4
Gahnita – ZnAl2O4
Galaxita – MnAl2O4
Hercynita – FeAl2O4
Jacobsita – MnFe2O4
Magnesiocromita – MgCr2O4
Magnesiocoulsonita – MgV2O4
Magnesioferrita – MgFe2O4
Magnetita – Fe2+Fe3+2O4

Manganocromita – MnCr2O4
Nicromita – NiCr2O4
Qandilita -Mg2TiO4
Trevorita -NiFe2O4
Ulvoespinélio – Fe2+2O4
Vuorelainenita – MnV2O4
Zincocromita – ZnCr2O4

Além do espinélio o único outro membro do grupo que pode apresentar valor gemológico é a gahnita, que se apresenta normalmente sob a forma de cristais octaédricos de cor verde, que podem ser raramente transparentes e produzir gemas de razoável valor.

ESPINÉLIO SINTÉTICO

O espinélio é um material fácil de ser sintetizado: há muitas décadas já era produzido sob a forma de cilindros com uma das extremidades menor, chamados de “peras” ou “boules” ( da mesma forma que os mais primitivos rubis sintéticos ), e que eram preferencialmente coloridos, através de adequada adição de impurezas, de forma a simular a cor da água-marinha; são falsificações grosseiras, que um gemólogo com um mínimo de experiência detecta facilmente, mas que podem estar sendo até hoje fraudulentamente vendidas a compradores incautos em postos de gasolina nas margens da Rio-Bahia na região de Governador Valadares, Teófilo Otoni, Catugi e Padre Paraíso ou mesmo em lojas de souvenirs nas grandes cidades brasileiras.

Não pretendemos nos estender sobre esse assunto (espinélio sintético como gema falsa), pois isso é sobejamente conhecido pelo mercado. Nosso foco é a falsificação como mineral de coleção ou cristal esotérico.

Assim como é fácil produzi-lo como gema sintética barata, temos constatado nos últimos anos vários casos de cristais de espinélio sintético que têm sido oferecidos como espinélios ( ou outros minerais ) naturais. É relativamente simples e barato produzir cristais de espinélio em fornos metalúrgicos, mas esses cristais podem ser facilmente distinguidos dos naturais pelas seguintes características:

– são falsificações grosseiras, portanto não compensa que seja gasto muito tempo ou tecnologia para produzi-las: o resultado é sempre um grupo de muitos cristais de espinélio, o que nunca vimos até agora ocorrer na natureza: assim como o rubi, o espinélio quase se sempre se forma como cristais isolados ou como grupos de 2 ou não mais de 3 cristais, enquanto que os sintéticos são grupos de dezenas de cristais crescendo em paralelo

– são sempre translúcidos a opacos, pois o processo de cristalização deve ser muito rápido ( caso contrário o custo de produção aumentaria muito )

– examinando-se o material com uma lupa podem ser vistas cavidades esféricas na superfície ( bolhas de ar ), ou pequenos acúmulos esféricos de material sobre as faces dos cristais.

– como os cristais se depositam sobre o fundo do forno normalmente a base deles é plana, o que não ocorre nos cristais naturais

As fotos abaixo ilustram um grupo de cristais de espinélio sintético (notem as bolhas de ar no canto inferior direito) :

A foto abaixo mostra claramente a base plana:

Gostaríamos de ilustrar este nosso alerta com 2 casos concretos recentes:

1 – No show de minerais de Tucson um comerciante brasileiro estava oferecendo vários grupos de cristais octaédricos de cor vermelho-granada; eu inicialmente levei um susto, pensei que se fossem naturais deveriam ser de espinélio, mas eu não havia visto nada semelhante nem no Brasil nem em nenhum outro lugar; examinei com a lupa e vi imediatamente as cavidades esféricas bem como os pequenos depósitos esféricos sobre algumas das faces dos cristais, e perguntei então a ele:

– Asdrúbal ( nome fictício ), que material sintético mais fajuto e horroroso é esse que você está vendendo?

e ele respondeu:

– Você tem certeza que é sintético?

– Tenho!

– Eu também desconfiei, mas o Napoleão ( nome fictício ) me devia uma grana e me deu esse material como pagamento, e eu tenho que tentar recuperar prejuízo

– Você está vendendo isso como?

– O Napoleão me disse que era uma granada rara, com a forma de “balãozinho”, e eu estou vendendo como “granada vulcanizada”!

Horror puro!; por favor acreditem, a história é verídica!

2 – Há 3 meses um fornecedor tradicional veio ao meu escritório em Belo Horizonte oferecer um lote de quartzos rutilados; após fecharmos o negócio ele tentou me vender um pequeno lote, que alguém havia dado a ele em consignação, constituído de grupos achatados de cristais pretos, formando um reticulado, parecendo à primeira vista grupos de cristais geminados de rutilo exibindo a chamada “geminação reticulada”; entretanto o brilho do rutilo, daquela cor, da região de Diamantina ( onde ocorrem esses geminados reticulados ) é mais metálico e a densidade do rutilo é 4,23, um pouco superior à do espinélio, 3,56; desconfiei e fui examinar o material sob o microscópio e constatei a presença de pequenos depósitos esféricos sobre as faces de alguns cristais, bem como minúsculas cavidades esféricas nas extremidades.

Perguntei então o preço do lote, e o Gumercindo ( nome fictício ) me disse que o garimpeiro que havia encontrado o “caldeirão” com o material queria 1000 dólares pelo lote, então eu disse a ele para dizer ao garimpeiro que deixasse de ser ladrão e fosse ganhar a vida honestamente, pois o material é sintético e não vale nada.

O material tem simetria octaédrica e é também um espinélio sintético. Abaixo fotos de duas amostras que eu guardei, bem como a de um grupo de cristais legítimos de rutilo com geminação reticulada.

Espinélios sintéticos

Rutilo Reticulado

Todo o cuidado é pouco, a banditagem corre solta!

Finalizando este assunto, recebemos recentemente um E-mail com um link para o site www.unicadomundo.com, oferecendo o que se diz ser “o maior espinélio do mundo!”; sugiro que os prezados amigos vejam atentamente o conteúdo e tirem suas próprias conclusões!

Serafinita

A serafinita, pedra de tonalidade única e extremamente bonita como se pode ver nas fotos que integram este “post”, é uma variedade de clinocloro, cujo nome vem de “clinos”, que significa “inclinado”, numa alusão à inclinação entre seus planos óticos, e do grego “chloros”, numa referência à sua cor mais comum, o verde. Pertence ao grupo da clorita.

A foto abaixo mostra uma chapa obtida através do corte e polimento de uma seção horizontal de uma estalactite de serafinita, tendo como destaque a perfeição do contorno original da estalactite.

A serafinita aparece também em outras formas como esta mostrada abaixo  e na foto que abre este “post”, chamada de “casco de tartaruga”.

Outras formas são os cabochões e as pedras roladas. Em todas elas, destaca-se o tom esverdeado único e a presença das fibras.

Entre outras características apontadas pelos pesquisadores das propriedades dos cristais como o nosso saudoso Antonio Duncan e nossa querida Melody, a Serafinita pode ser utilizada para aumentar a coesão e equilíbrio nos relacionamentos, auxiliando também na cura em todos os níveis.

Empresta as propriedades de cura física, emocional e mental da clorita, já que esta é uma das pedras de cura mais poderosas e está presente em sua composição.

Auxilia a busca da independência, mas sempre conservando a habilidade de relacionamentos e o senso de diplomacia.

Reforça a percepção de que o crescimento espiritual é obtido através de atitudes de carinho e ternura para com o próximo e para consigo mesmo. Traz também a consciência da ordem das coisas – ordem dentro de si mesmo, ordem do universo e até mesmo ordem do caos, desfazendo sentimentos de desesperança através da percepção da importância de si próprio e de todos os seres no equilíbrio do universo e da sua realidade pessoal.

Em estados meditativos, produz o contato com as mais altas instâncias angelicais. Quando utilizado sobre o chakra coronário produz o alinhamento dos chakras, tendo, portanto, efeito de ancoramento e centralização. Quando colocado sobre o chakra cardíaco, tem-se a sensação de limpeza, trazendo proteção e fortalecendo o amor.

Em breve, mais destaques do mundo dos minerais.

Abraços a todos

Carlos

Boji-Stone e “Rainbow” Boji-Stone

Olá a todos.

Gostaríamos de abrir espaço para esclarecer, discutir e escutar opiniões sobre uma leve polêmica que tem havido em relação ao Boji-Stone (que é uma marca registrada).

Uma de nossas principais referências quando se trata da energia dos minerais é o livro “O Caminho das Pedras”, de autoria do querido e saudoso Antonio Duncan (editora Nova Era) que traz, na página aqui mostrada, a foto de um par de Boji-Stone completamente diferente daqueles que estamos oferecendo. Ambos são da mesma localidade, mas o que vendemos não possui a iridescência daquele mostrado no livro.

Claro que várias pessoas, ao consultarem o livro, nos pediram “aquela lá, corada…”.

Bem, caros amigos, pesquisamos melhor o assunto, na internet e em livros, e descobrimos que, na verdade, o par retratado no livro é uma “Rainbow Boji” (Boji “arco-iris”), muito mais rara, e praticamente indisponível no mercado, e quando encontrada com aquelas características de cor e forma, apresenta preços acima de US$ 400,00 o par.

Esclarecendo então, o Boji-Stone é um par de pedras, de cor preta ou marrom bem escuro, uma delas apresentando textura mais lisa, que representa o feminino, e outra mais rugosa, representando o masculino, como se vê na foto abaixo, e que é o que se encontra no mercado.

Encontrado ao pé de uma colina que se assemelha muito a uma pirâmide, no coração dos Estados Unidos, o Boji-Stone autêntico passa por um processo de energização e ativação através da exposição à energia do sol, da lua, da terra e das águas.

Acredita-se que o Boji, por trazer em si a energia feminina e a masculina, traz o equilíbrio ao ser e às coisas, fazendo o balanço entre forte e fraco, claro e escuro, entre os opostos, enfim.

Quem quiser maiores informações sobre o Boji-Stone e também sobre outros minerais, é só nos consultar na seção contato.