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Lançamento do Livro “Minerais e Pedras Preciosas do Brasil”

Minerais e Pedras Preciosas do Brasil

Minerais e Pedras Preciosas do Brasil

Temos o prazer de informar aos prezados leitores que amanhã, 28 de maio de 2010, às 18h30, será realizado na  Livraria Cultura do Conjunto Nacional, térreo, Avenida Paulista, 2.073 – São Paulo – SP. Fone (11) 3170-4033, o lançamento e noite de autógafos do livro “Minerais e Pedras Preciosas do Brasil”.

Este livro foi feito pelos colegas e amigos Carlos Cornejo e Andrea Bartorelli, com o patrocínio da Vale; podemos afirmar com segurança que é o melhor e mais completo livro sobre minerais brasileiros já editado, seja no Brasil como no exterior; foi um trabalho de fôlego, que descreve todas as mais importantes ocorrências de minerais brasileiros, e conta a história da mineralogia no Brasil desde o descobrimento.

Conta com várias centenas de fotos, a maioria delas dos minerais, mais também das mais importantes minas e garimpos, impressas com impecável qualidade; não é um livro científico sobre minerais ou sobre a geologia das jazidas, pois sobre isso há muita coisa disponível nas revistas técnicas, mas sim sobre a história das minas e dos personagens envolvidos nelas, coisa nunca antes abordada e que corria o risco de vir a se perder na poeira do tempo.

Tivemos a oportunidade de participar ativamente da elaboração desse livro, escrevendo alguns capítulos e auxiliando na revisão de várias partes dos textos. Estaremos presentes no evento de lançamento do livro, e seria uma honra contar com sua presença.

LIVRO: Ampliando nossa Visão do Reino Mineral – Os Cristais de Quartzo, de Isabel Silveira

Sabemos que quando se trata de cristais, sempre é difícil encontrar literatura confiável, por isso estamos fazendo menção à obra abaixo.

Recebemos e recomendamos aos prezados amigos o livro em epígrafe; a Isabel é cliente e amiga nossa há cerca de 10 anos, quando visitou nosso escritório em Belo Horizonte na primeira viagem a Corinto organizada pelo Antônio Duncan, tendo retornado em várias outras oportunidades.

O livro enfoca essencialmente o quartzo, descrevendo em detalhe e com riqueza de fotos e ilustrações todos os “quartzos mestres”; não é uma compilação de bibliografia alheia, nos vários capítulos a Isabel coloca também sua vivência no uso das inúmeras formas do quartzo.

Estamos anexando aqui as contra-capas, a gentil dedicatória escrita pela Isabel, o índice do livro e o capítulo de apresentação.

Quem quiser maiores detalhes sobre a obra, a autora, onde adquirir, etc, pode contactar o site www.reinomineral.com.br.

Identificações erradas de minerais e fraudes – Capítulo I – “Obsidiana” ou “vidro-da-terra”

IDENTIFICAÇÕES ERRADAS DE MINERAIS E FRAUDES

PRIMEIRO CAPÍTULO – “OBSIDIANA” OU “VIDRO-DA-TERRA”

Infelizmente os mercados de minerais, de gemas e de cristais esotéricos têm sofrido com um grande número de erros de classificação ( intencionais ou não ), bem como fraudes de diversos tipos. Isso leva os compradores menos preparados ou desatentos a adquirir “gato por lebre”, bem como dificulta o trabalho dos comerciantes honestos que têm de competir com imitações de menor ou nenhum valor.

Daremos ênfase ao que ocorre no mercado de minerais para coleção e de cristais esotéricos, pois no caso das gemas existe uma estrutura bem montada de laboratórios gemológicos que vêm sistematicamente estudando e publicando informações sobre materiais sintéticos e processos de modificação de cor, o que não ocorre na mesma escala no caso dos minerais e dos cristais.

No primeiro número desta série abordaremos uma fraude bastante atual, que é tentar classificar VIDRO como “OBSIDIANA” ou “VIDRO-DA-TERRA”.

A obsidiana é um vidro natural, sem estrutura cristalina nem composição química constante, encontrado no interior de lava vulcânica. Ocorre em vários países do mundo, mas apenas onde houve vulcanismo relativamente recente ( o que não é o caso do Brasil, onde as mais recentes erupções vulcânicas ocorreram há cerca de 40 milhões de anos! ). As cores são sempre muito escuras ( marrom, marrom-esverdeada, marrom-avermelhada ou preta ), e o material é, com raras exceções, translúcido ou opaco.

Como se trata de material de baixo valor seu uso como material ornamental se restringe à produção de pedras roladas, ovos, esferas e esculturas ( com a exceção da “obsidiana arco-íris” ou “rainbow obsidian”, encontrada no México ). As variedades naturais mais conhecidas são as seguintes:

– OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE”

– ocorre no Arizona como nódulos semi-esféricos ou alongados, de cor marrom-escura, translúcidos ou quase transparentes, medindo até cerca de 5 cm, e encontradas em solos resultantes da decomposição recente de lavas vulcânicas claras denominadas “perlitas”.


– OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE” NA PERLITA

– OBSIDIANA “FLOCOS-DE-NEVE”

– é um material preto opaco com nódulos brancos com aparência de flocos de neve ( causados pelo início de formação do mineral “cristobalita” ), é encontrada no estado do Utah, USA.

– OBSIDIANA “DOURADA”

– ocorre no México, tem cor marrom-esverdeada muito escura, translúcida, e apresenta inclusões tubulares, ocas, que proporcionam reflexões internas da luz do tipo “olho-de-gato”; os índios aztecas e os toltecas a utilizavam intensivamente na confecção de esculturas, ferramentas e pontas de flecha.

– OBSIDIANA “MOGNO”

– ou obsidiana “mahogany”, tem cor preta, opaca, com manchas marrom-avermelhadas, ocorre no México bem como em vários estados norte-americanos ( Arizona, Califórnia, Novo México e Oregon ).

– OBSIDIANA “ARCO-ÍRIS”

– é a variedade mais valiosa, consiste de uma matriz negra, opaca, com zonas internas iridescentes, o que resulta, ao se lapidar o material em cabochão ou na forma de coração, em reflexões internas verdes/ roxas/ azuis/ vermelhas. A ocorrência mais importante se localiza no México

Por outro lado, os vidros, sintéticos, vendidos fraudulentamente como “obsidianas” ou “vidros-da-terra” são verdes ou azul-esverdeados, completamente transparentes, o que jamais foi visto em obsidianas naturais. Sua ocorrência natural é geologicamente impossível: o solo, onde essas “obsidianas” teriam sido encontradas ( é sempre a mesma história, um garimpeiro de “total confiabilidade”, “que não mente”, encontrou a peça escavando a terra, ou um fazendeiro também “totalmente confiável” coletou-a do mesmo modo ), provém sempre da decomposição de uma rocha, seja ela sedimentar, metamórfica ou ígnea; nos dois primeiros casos jamais poderá ser encontrada uma massa de vidro natural, e as rochas ígneas encontradas no Brasil não são do tipo lava vulcânica extrusiva, que poderia conter massas de obsidiana natural ( mas nunca grandes, transparentes e azuis ); as lavas vulcânicas que existiram no Brasil há mais de 40 milhões de anos já foram completamente erodidas.

Recebemos recentemente uma oferta de uma fantástica “obsidiana verde” de 53 kg. A pedra é a das fotos abaixo.

A mensagem oferecendo-a, da qual retiramos os nomes pois queremos acreditar que a pessoa não agiu de má fé e sim por desconhecimento dizia:

“Luiz, boa tarde!

Meu noivo – ******* – ligou para você, por indicação do ******, sobre uma obsidiana verde.
Trata-se de uma pedra com 53,3 Kg – 116 cm de circunsferencia; 32 cm de altura; 35 cm de largura.
Uma pedra muita bonita como você pode observar nas fotos que envio em anexo.

Gostaríamos que avaliasse e se quiser ver pessoalmente ou obter mais informações, por favor, entre em contato.

Seguem os telefones:
Tel: (**) ****-**** ou (**) ****-****.

Desde já agradeço pela atenção.”


Não estamos afirmando que a pessoa que enviou esta mensagem está agindo de má-fé, mas o que ela está oferecendo é um vidro artificial sem nenhum valor científico ou comercial.

A conclusão final é que não existem obsidianas azuis ou azuis-esverdeadas, transparentes, seja no Brasil seja em qualquer outra parte do mundo, e se alguém encontrou algo assim num solo é porque alguém ali a enterrou!

Quem tiver algum caso para contar ou sugerir, envie-nos pelo noso email info@luizmenezes.com.br

Até a próxima!


Livros e revistas sobre minerais, gemas e cristais esotéricos

Estamos iniciando em nosso blog uma seção informativa sobre livros e revistas, onde inclusive estaremos dando informações sobre o que está incluído no último número das revistas que passarão a serem aqui listadas. A primeira revista que gostaríamos de recomendar é a Diamond News:

DIAMOND NEWS
Praça Dom José Gaspar, 30 – Sobreloja A1
01047-010 – São Paulo, SP
Fone (11)3383-5000
diamondnews@bristar.com.br
www.diamondnews.com.br

É ao nosso ver a melhor revista brasileira sobre gemas e minerais; é editada pela Bristar, do Jorge Luiz Brusa, que é um entusiasta de Gemologia ( e também da Mineralogia ), extremamente ativo, está presente nas mais importantes feiras internacionais ( Tucson, Munique, etc ), sendo portanto uma pessoa atuante e atualizada sobre as novidades e as tendências do mercado.

A revista Diamond News tem mantido há vários anos um excelente padrão de qualidade técnica e conteúdo consistente e cada vez mais rico ( não nos recordamos de nenhum artigo incluído para “encher lingüiça”, todos os artigos têm sido sobre assuntos relevantes ).

Recebemos recentemente o número 30, Ano 9, que contem os seguintes artigos:

– Editorial escrito pelo Jorge Brusa

– Mina Argyle, a principal fonte fornecedora de diamantes rosa – excelente artigo sobre essa mina situada no noroeste da Austrália, cuja exploração comercial teve início em 1979, e se caracteriza pela atípica ocorrência dos raros diamantes rosa, dos quais ela é o principal produtor mundial

– Mix News – vários artigos curtos sobre vários temas:
– Camões e Gemologia, escrito por nosso amigo Eduardo Frank Kesselring, cuja companhia tivemos o prazer de compartilhar no final dos anos 60 e início dos anos 70 no que consideramos foi a fase áurea da ABGM, em sua antiga sede da Rua Álvares Machado, em São Paulo
– Dicionário de Mineralogia e Gemologia, do professor da UFRS Pércio de Moraes Branco – contato com o Prof. Pércio sobre o livro pelo E-mail perciomb@portoweb.com.br, ou pelo fone (51)3228-4969
– Livro Jóias – Criação e Design, de Carlos Salem – informações pelo site www.2000joias.om.br
– Novo roteiro turístico no sul do país – informando sobre o inédito roteiro Turístico das Gemas e Jóias do Rio Grande do Sul, previsto para ser iniciado em 2009 por iniciativa do Ministério do Turismo e elaborado pelo IBGM, em parceria com o SEBRAE-RS, a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, prefeituras municipais, universidades, sindicatos da categoria e entidades locais
– Dados sobre a exportação de gemas e jóias no período Janeiro-Abril 2008, comparando-as com o mesmo período de 2007
– Dados sobre o preço dos metais preciosos no período Maio/Junho 2008
– Informações sobre uma competição internacional de criação de jóias contemporâneas contendo diamantes, promovida pela Antwerp World Diamond Centre ( AWDC )

– Diamantes Sintéticos – análise da última geração feita pelo GIA – informa sobre diamantes sintéticos produzidos pela Apollo Diamond Inc. utilizando a deposição química de vapor (CVD), lançados no mercado há aproximadamente 5 anos, e que entraram no mercado comercial de jóias até agora em quantidades muito limitadas; o artigos descreve um artigo publicado na revista Gems & Gemmology, Winter 2007, do GIA, trazendo a boa notícia que esses diamantes podem ser identificados por testes gemológicos e pelos equipamentos que testam os diamantes usados pelos principais laboratórios

– Âmbar, a cápsula do tempo – artigo escrito por Jorge Brusa, descrevendo as cores, procedências, inclusões, tratamento, etc.

– Seção Indicadores, com:
– Cursos – calendário com os mais importantes cursos e informações sobre os promotores
– Cotação de Brilhantes no Mercado Internacional
– Feiras Internacionais – calendário das mais importantes feiras internacionais de gemologia ( mas não as de mineralogia )
– Feiras Nacionais – calendário

– História do Paládio- descreve que a história do paládio e da platina estão ligadas, já que ambos foram encontrados juntos e fazem parte do grupo dos metais da platina, também conhecido como metais nobres. “Platina natural ou nativa”, refere-se à platina pura, que na verdade não é inteiramente pura e sim uma mistura do grupo dos metais da platina, incluindo o paládio. O paládio só foi separado deste composto algum tempo depois, por isso esses dois metais possuem a mesma história.

– Vanadinita – artigo escrito por Rainer Schultz-Güttler sobre esse mineral, numa “canja” para nós mineralogistas, uma vez que esse mineral carece de interesse gemológico

Como vocês podem ver, são todos artigos importantes, sem nenhuma “encheção de lingüiça”; parabéns ao Jorge e à sua equipe pelo excelente trabalho.


Quartzo com marcas de raio

QUARTZO C MARCAS DE RAIO

Quartzo com marca de raios… o que será isso??

Essa excepcional curiosidade científica e esotérica tem sido muito estudada recentemente, tanto em pesquisas acadêmicas como por pessoas reputadas no meio esotérico como “altamente sensitivas”.
Peço desde já perdão aos puristas, pois a linguagem que usaremos será totalmente voltada à compreensão do conceito por parte de pessoas leigas.

Quartzos com marcas de raio são cristais de quartzo que apresentam fraturas em forma de “rastros” em sua superfície, como ilustra a foto abaixo, e que resultam do choque gerado pelo impacto de um raio na rocha onde o quartzo se formou (notem que o impacto do raio foi no solo, não no cristal em si).

Tais fraturas apresentam-se com características muito peculiares que evidenciam que foram criadas “de dentro para fora” (foto abaixo), ou seja, não resultam de qualquer agressão feita ao quartzo de forma intencional.

Dados científicos

Como se sabe, o quartzo possui propriedades piezoelétricas, ou seja, sofre contrações e distensões em seu volume quando submetido a variação de voltagem em seus extremos, sendo por isso utilizado em larga escala na fabricação de relógios.

Foi comprovado através da pesquisa abaixo que tal contração/expansão sob o efeito de uma descarga de altíssima voltagem produz nos quartzos o mencionado rastro.

A explicação científica vem de um estudo feito pelo professor Joachim Karfunkel, da UFMG, em parceria com vários colegas de universidades no exterior, como a de Viena, Áustria, Ilmenau, na Alemanha, e do United States Geolocical Survey de Denver, Estados Unidos, entre outros.

O estudo teve por meta constatar a veracidade da história contada pelos garimpeiros da região da Serra do Espinhaço a respeito dos cristais de quartzo por lá encontrados e que apresentavam os tais “rastros”, sendo chamados por eles de “pedra de raio”.
O estudo incluiu desde análises de campo, avaliando dados na superfície das áreas de lavra aonde as “pedras de raio” foram encontradas, onde havia sinais de descargas elétricas sobre o solo, até testes em laboratório, feitos na Universidade de Viena, onde cristais intactos de quartzo da mesma região foram submetidos a descargas elétricas de características semelhantes às de um raio, e que efetivamente produziram nos cristais a mesma marca encontrada nas “pedras de raio”, comprovando assim a interessante tese.

Características esotéricas

Como consta no livro “Love is in the Earth”, da nossa querida Melody, o quartzo com marcas de raio faz parte do grupo conhecido como “Grand Formations”, aqueles a serem utilizados durante as grandes mudanças na Terra. Auxilia a superação de choques e traumas, canalizando a energia da luz na direção desejada, trazendo também a energia do amor com a intensidade de um relâmpago. Facilita espíritos inquietos a fazerem a transição entre os planos físico e espiritual de forma menos traumática. Trabalha no a tendência à inércia que muitas vezes fazem com que o indivíduo aceite a opressão, trazendo força e coragem para mudanças.

Quem quiser saber mais sobre os quartzos com marcas de raio e sobre o estudo citado acima é só nos contactar.

Até a próxima!!