Show de Denver 2007 – Vitrine do Museu de Los Angeles, Parte 2

Dando continuidade ao nosso relato sobre o Show de Minerais de Denver, vamos mostrar mais dois minerais expostos na vitrine do Los Angeles Museum of Natural History, que apresentou o tema “Minerals from Brazil: Specimens with a Story to Tell” ( “Minerais Brasileiros: Espécies com uma História para Contar” ).

SPESSARTITA – Lavra da Navegadora, Galiléia, Minas Gerais

Esta lavra produziu em março de 2003 um enorme “caldeirão”, medindo cerca de 10 x 10 x 3 m, contendo cristais gigantes de quartzo ( até cerca de 1 ton ), de ótima qualidade, semi-limpos, além de imensos blocos de albita ( variedade cleavelandita ), ricamente recobertos de minúsculos cristais tetraédricos de helvita de cor verde-oliva clara e, ocasionalmente, magníficos cristais de granada spessartita ( quase sempre sobre a albita ou em cavidades internas nas mesmas ); tivemos a felicidade de estarmos presentes naquela lavra no dia em que esse magnífico “bamburro” foi descoberto.

Havia uma polêmica sobre se o hábito exótico dessas spessartitas ( não são cristais facetados mas sim estriados e corroídos ) seria causado por corrosão ( “etching” ) natural ou por um crescimento rápido ( “skeletal” ), o que parece que agora está definido que foi causado por corrosão. A peça em exibição media 6 x 4 cm. Mais uma vez a procedência está errada, a lavra se situa em Conselheiro Pena, não em Galiléia

Tradução do Texto – Os excepcionais cristais de spessartita da Lavra da Navegadora exibem superfícies cristalizadas reentrantes que consistem em faces dodecaédricas (110) superpostas. Baseado em evidências químicas, morfológicas e paragenéticas o Prof. David London, da Universidade de Oklahoma, concluiu que essas formas intrincadas são o resultado de corrosão ( “etching” ) ao invés de crescimento incompleto ( “skeletal” ).

BERILO, variedade ÁGUA-MARINHA – Padre Paraíso, Minas Gerais

É um cristal tabular verde-azulado, com aproximadamente 8 x 4 cm; é muito comum no mercado brasileiro de minerais de coleção que eles sejam chamados de morganita devido à sua forma e o texto abaixo demonstra que temos estado certos em discordar que berilos verde-azulados achatados sejam assim denominados, o correto é chamar de morganita apenas os berilos rosa/laranja, independentemente de sua forma.

Tradução do Texto – Berilo tipicamente forma prismas hexagonais e este é o hábito clássico da variedade azul-esverdeada água-marinha. A variedade rosa-laranja chamada morganita quase sempre forma sob a forma de cristais hexagonais tabulares. Cristais tabulares de água-marinha como este são erroneamente chamados de “morganita” devido à sua forma.

Em breve mais histórias sobre o show e sobre os minerais brasileiros.

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