Arquivo do autor:Luiz Menezes

Lançamento do Livro “Minerais e Pedras Preciosas do Brasil”

Minerais e Pedras Preciosas do Brasil

Minerais e Pedras Preciosas do Brasil

Temos o prazer de informar aos prezados leitores que amanhã, 28 de maio de 2010, às 18h30, será realizado na  Livraria Cultura do Conjunto Nacional, térreo, Avenida Paulista, 2.073 – São Paulo – SP. Fone (11) 3170-4033, o lançamento e noite de autógafos do livro “Minerais e Pedras Preciosas do Brasil”.

Este livro foi feito pelos colegas e amigos Carlos Cornejo e Andrea Bartorelli, com o patrocínio da Vale; podemos afirmar com segurança que é o melhor e mais completo livro sobre minerais brasileiros já editado, seja no Brasil como no exterior; foi um trabalho de fôlego, que descreve todas as mais importantes ocorrências de minerais brasileiros, e conta a história da mineralogia no Brasil desde o descobrimento.

Conta com várias centenas de fotos, a maioria delas dos minerais, mais também das mais importantes minas e garimpos, impressas com impecável qualidade; não é um livro científico sobre minerais ou sobre a geologia das jazidas, pois sobre isso há muita coisa disponível nas revistas técnicas, mas sim sobre a história das minas e dos personagens envolvidos nelas, coisa nunca antes abordada e que corria o risco de vir a se perder na poeira do tempo.

Tivemos a oportunidade de participar ativamente da elaboração desse livro, escrevendo alguns capítulos e auxiliando na revisão de várias partes dos textos. Estaremos presentes no evento de lançamento do livro, e seria uma honra contar com sua presença.

Identificações erradas e fraudes – Capítulo 4 – Periclásio

IDENTIFICAÇÕES ERRADAS DE MINERAIS E FRAUDES

Capítulo IV – PERICLÁSIO

O periclásio é um óxido de magnésio, MgO. Cristaliza-se no sistema cúbico, normalmente sob a forma de octaedros, mas que raramente excedem 2 mm de comprimento.

A cor pode ser incolor, branco-acinzentada, amarela, amarela-amarronzada, verde ou preta; o brilho é vítreo, o índice de refração é relativamente alto (1,74); a dureza é 5,5 e a densidade é 3,56.

Os cristais exibem clivagem cúbica perfeita, de onde saiu o nome do mineral, derivado de uma palavra grega que significa “quebrar em volta”.

É um mineral relativamente raro, encontrado em calcários metamórficos magnesianos formados em ambiente de alta temperatura.

No site www.mindat.org, que é uma das melhores fontes de referência para quem busca informações sobre qualquer mineral, estão publicadas apenas 8 fotos de periclásios, o que mostra como o mineral é raro e normalmente não-fotogênico; a mais bonita é de um cristal verde, medindo 2 mm, proveniente da Suécia; todas as demais fotos são de cristais brancos ou cinza.

PERICLÁSIO SINTÉTICO

Há cerca de 10 anos surgiram no mercado amostras de periclásio de cor verde-maçã, transparentes, medindo até mais de 5 cm; foram vendidas como periclásio natural, supostamente provenientes de “um lugar secreto na Bahia”, e vários lotes foram lapidados e vendidos fraudulentamente como gemas naturais.

Periclásio sintético

O que apuramos é que a Magnesita S.A., que opera jazidas na região da Serra das Éguas, em Brumado, BA, e é a maior produtora de materiais refratários no hemisfério sul, importa periclásio sintético, de alta pureza, que é usado como padrão em seus laboratórios de análises químicas para controle de qualidade de seus produtos, e que alguém ou teria desviado peças do estoque da Magnesita ou feito uma importação direta com a finalidade de vender o material fraudulentamente como natural; essa é uma possibilidade plausível pois periclásio sintético nunca é encontrado numa feira internacional de minerais ou de gemas, assim sendo nenhum comerciante brasileiro ou estrangeiro teria a oportunidade de conhecer esse material e se sentir tentado a trazê-lo ao Brasil para fazer dinheiro fácil iludindo compradores incautos.

Periclásio sintético

É muito fácil distinguir um periclásio natural de um sintético: simplesmente não existem periclásios naturais de qualidade gemológica que meçam mais do que poucos milímetros, e devido à raridade do mineral e das características de suas ocorrências é extremamente improvável que algum dia peças maiores sejam encontradas

Identificações erradas e fraudes – capítulo 3

Uma fraude clássica é a colagem de cristais de diamante e/ou de pequenos grãos de ouro no conglomerado, que são vendidas para colecionadores incautos ou para turistas como sendo peças naturais. Abaixo temos um exemplo típico – a primeira foto mostra a peça inteira, e as demais as montagens em detalhe. Ao clicar nas fotos, elas poderão ser visualizadas em tamanho maior.

diamante 001 detalhes

Conglomerado com ouro e diamante colado

diamante 001a detalhe

Detalhe do diamante colado

Ouro colado

Ouro colado em destaque

Tanto o diamante como o ouro são encontrados naturalmente nos conglomerados na região da Serra do Espinhaço e adjacências, que se estende do centro ao norte de Minas Gerais. São rochas metamórficas muito antigas, com mais de 1 bilhão de anos de idade, que contêm o resultado da erosão de rochas pré-existentes, inclusive kimberlitos, gerando rochas sedimentares que continham os diamantes, essas rochas desceram na crosta terrestre, e por ação de alta pressão e temperatura se transformaram em rochas metamórficas (quartzitos e meta-conglomerados); essas camadas voltaram posteriormente a se elevar, chegaram de volta à superfície e  foram então novamente erodidas, liberando os diamantes e o ouro (que não se originou em kimberlitos mas em outras rochas que sofreram o mesmo processo de erosão, transporte e metamorfização), gerando os ricos depósitos aluvionares que foram descobertos e intensivamente explorados nos séculos XVII e XVIII.  Na foto abaixo vemos uma excelente amostra  de diamante – um cristal natural, com ótima transparência.

Diamante - cristal natural

Cristal perfeito de diamante

É, portanto, possível encontrar grãos de ouro e/ou de diamante dentro dos conglomerados, mas devido ao colossal volume dessas rochas a chance de se encontrar a olho nu uma dessas amostras mineralizadas é extremamente baixa. Em nenhum garimpo nem em nenhuma mina industrial se tenta ver um ouro ou diamante na matriz, nos garimpos não se desagrega o conglomerado mas sim é processada rocha naturalmente desagregada, e nenhuma amostra é manuseada, o material é concentrado em bateias ou em “jigues” e o ouro e o diamante são concentrados gravimetricamente, os grãos que estiverem dentro do conglomerado vão ser certamente descartados junto com o rejeito da mina. Alguém pode até encontrar uma amostra nesses rejeitos, mas a chance é tão pequena que essas amostras legítimas deveriam ser extremamente raras.

Conglomerado com diamante colado

Conglomerado com diamante colado

Mas não é isso que acontece, existem em Diamantina e outras cidades da região verdadeiras linhas de montagem de ouro e diamantes nos conglomerados; alguns “artistas” (do mal!) colocam algumas vezes dois ou até mais cristais de diamante num mesmo conglomerado, ou então um cristal de diamante e ou grão de ouro, o que seria uma quase impossibilidade estatística de ser encontrado naturalmente. São peças, na minha opinião, desprovidas de qualquer valor, e não merecem pertencer a coleções de minerais sérias.

Diamante colado em conglomerado

Diamante colado em conglomerado

No último show de Tucson um comerciante americano tinha uma mesa cheia dessas amostras, com certeza (devido à quantidade) todas são fraudadas; um comerciante de Governador Valadares também adquiriu há poucos meses várias dezenas de peças, certamente também nenhuma é legítima.

Prezado assinante, caso você tenha uma peça dessas na sua coleção pode ter certeza de que ela deve ter sido montada. Recomendamos que ninguém compre esse tipo de material.

Água-marinha na turmalina preta de Erongo, Namíbia

A mina de Erongo, na Namíbia, é um pegmatito famoso pela produção de águas-marinhas, turmalinas pretas (schorl), fluoritas (verdes e roxas), quartzos enfumaçados e do raríssimo mineral jeremejevita.

Água-marinha na turmalina preta

Produção recente

No último show de Munich, realizado entre 30/10 e 1/11, vários comerciantes estavam oferecendo belas amostras de água-marinha incrustadas em grupos de cristais de schorl encontrados recentemente em Erongo; o lote deve ter sido bem grande pois hava muitas centenas de amostras à venda, muitas a preços surpreendentemente acessíveis, o que nos permitiu adquirir várias e colocá-las aqui à venda, no que consideramos seja uma boa oportunidade para os prezados clientes.

Água-marinha na turmalina preta

Os cristais de turmalina preta são finos e longos e estão agrupados ao longo dos eixos dos prismas, formando grupos que são mais finos na base e se alargam na direção da terminação, e sobre eles estão incrustados os cristais prismáticos, finos e longos, de água-marinha de cor azul clara, bom brilho e terminação plana (pinacóide basal).

Água-marinha na turmalina preta

Turmalinas pretas

Embora este pegmatito não produza quantidades expressivas de águas-marinhas com valor gemológico, os cristais são muito apreciados pelos colecionadores devido ao fato de estarem frequentemente incrustados em matriz de quartzo enfumaçado, de albita e de schorl. As turmalinas pretas muitas vezes exibem um extraordinário zoneamento interno de cores, que só pode ser observado quando os cristais são serrados em seções finíssimas, perpendiculares ao eixo do prisma, quando então podem ser observadas zonas internas, com contornos geométricos, de cores azuis, roxas, verdes, marrons, laranja e amarelas, e que vão variando em seções consecutivas cortadas a partir do mesmo cristal. Sim, as fotos abaixo são seções de turmalinas pretas!!

seção de turmalinas pretas

Seção de turmalina - Madagascar

Seções tranversais de turmalinas pretas

Jeremejevita

Finalmente, a jeremejevita é um flúor-borato de alumínio, hexagonal, que em Erongo ocorre sob a forma de belos cristais finos e longos (normalmente muito pequenos) de cor azul; para que se interessa por raridades temos também 3 amostras de jeremejevita (muito pequenas) para venda.

jeremejevita


Mais uma vez gostaríamos de indicar o site mindat.org para aqueles que gostariam de mais infirmações sobre os minerais citados. Lá existem fotos de amostras muito bonitas de jeremejevita, entre outras informações relevantes.

Abraço e até a próxima!!

Creedita

Abordaremos neste artigo um mineral muito interessante – a creedita, que na grande maioria das vezes ocorre como grupos de cristais alongados, e de cores variando entre o incolor e o violeta. Comercialmente falando, as mais vistas são as alaranjadas e as incolores, como as que ilustram esta matéria. Algumas aparecem associadas à fluorita.


1 – Mineralogia

– Composição química: Ca3[SO4{Al2F8(OH)2]-2H2O

– Sistema: Monoclínico

– Cor: do incolor ao violeta, passando pelo alaranjado e pelo branco, entre outras

– Brilho: vítreo

– Principais ocorrências: Estados Unidos, México, Cazaquistão, Bolívia e China

– Origem do nome: Faz menção à região onde foi originalmente descoberta, no quadrilátero de Creede, Colorado.

– “Type Locality” (localidade onde foi primeiro descrita): Colorado Fluorspar Co. Mine, Wagon Wheel Gap, Mineral Co., Colorado, USA

– Ano: 1916



2 – Características Energéticas:

Segundo os estudiosos, a creedita alinha os chakras laríngeo e coronário, funcionando como uma ótima ferramenta para meditação, clarificando e canalizando adequadamente pensamentos e sentimentos.

Ainda segundo os especialistas sobre o tema como a nossa querida Melody, auxilia na compreensão de textos místicos e sagrados aumentando a percepção das mensagens sutis sobre a estrutura do conhecimento. Traz coragem e determinação para que os obstáculos sejam enfrentados de frente.

No plano físico, é conhecida por auxiliar na recuperação de fraturas e de rupturas musculares. Atua também sobre o fígado e na absorção de vitaminas  A, B e E.

Quem tiver interesse em mais detalhes mineralógicos sobre da creedita, estas podem ser obtidas através do site mindat.org, ou através do nosso email info@luizmenezes.com.br.

O link direto para a página de creedita é o http://www.mindat.org/min-1151.html, mas o site todo merece uma visita.

Abraços

Carlos Menezes

Identificações Erradas de Minerais E Fraudes – Segundo Capítulo – Espinélio

ESPINÉLIO

Uma das fraudes mais recentes no comércio de minerais é a tentativa de se vender grupos de cristais de espinélio sintético como sendo espinélio natural.

Vamos a seguir fazer uma descrição das diferenças fundamentais entre ambos os materiais, que permitem uma fácil detecção da fraude:

ESPINÉLIO NATURAL

Espinélio na Calcita – Tanzânia

O espinélio é um óxido de magnésio e alumínio, MgAl2O4; quando quimicamente puro seria incolor ( o que até agora não foi encontrado na natureza ), entretanto impurezas diversas podem torná-lo preto, azul, lilás, verde, marrom, rosado ou, a variedade mais nobre, vermelho ( nesse caso a cor se deve a impurezas de cromo ).

Espinélio – Tanzânia

Cristaliza-se no sistema cúbico, quase sempre sob a forma de octaedros, e é relativamente comum exibir geminação ( conhecida como “Lei do Espinélio, que se constitui de 2 octaedros achatados superpostos ). As figuras abaixo, extradas do livro “Manual of Mineralogy”, de Klein and Hurlbut, pg. 309, mostram 3 dos hábitos mais comuns:

Figura (a) – Octaedro


Figura (b) – Geminado “Lei-do-Espinélio”

Figura (c) – Octaedro combinado com Dodecaedro

A dureza é muito alta, 8,5, e o índice de refração também é relativamente alto, 1,719, resultando em gemas com muita “vida”.

Ocorre normalmente em rochas metamórficas ( normalmente calcários metamórficos, como a peça que abre a matéria ); o maior produtor mundial é Mianmar ( região de Mogok ), sendo outros importantes produtores mundiais o Sri Lanka, a Tanzânia, o Vietnã e Madagascar ; não por coincidência todos esses países são importantes produtores de rubis, pois ambos se formam nos mesmo ambientes geológicos: rochas metamórficas portadoras de traços de cromo onde variações químicas localizadas levam à formação do rubi ou do espinélio.

Espinélio – Mianmar

Também não por coincidência o Brasil, que não é produtor de rubis de valor gemológico, também não é produtor de espinélios vermelhos; o Museu de Mineralogia da USP possui em seu acervo minúsculos octaedros vermelhos de espinélio que foram recuperados como sub-produto do processamento de areias monazíticas, possivelmente da região de Guarapari, ES. A região de Canindé, RJ, produziu no início da década de 80, em matriz de calcário metamórfico, cristais translúcidos azuis-acinzentados de espinélio, com hábito combinado de octaedro e dodecaedro, medindo até cerca de 1 cm.

Espinélio Azul geminado – Lei do Espinélio – Tanzânia

O espinélio pertence ao chamado “Grupo do Espinélio”, constituído dos seguintes minerais ( os marcados em negrito são comuns ou pouco raros, os demais são muito raros ):

Brunogeierita – GeFe2O4
Cromita – FeCr2O4
Cocromita – CoCr2O4
Coulsonita – FeV2O4
Cuproespinélio – CuFe2O4
Espinélio – MgAl2O4
Franklinita – ZnFe2O4
Gahnita – ZnAl2O4
Galaxita – MnAl2O4
Hercynita – FeAl2O4
Jacobsita – MnFe2O4
Magnesiocromita – MgCr2O4
Magnesiocoulsonita – MgV2O4
Magnesioferrita – MgFe2O4
Magnetita – Fe2+Fe3+2O4

Manganocromita – MnCr2O4
Nicromita – NiCr2O4
Qandilita -Mg2TiO4
Trevorita -NiFe2O4
Ulvoespinélio – Fe2+2O4
Vuorelainenita – MnV2O4
Zincocromita – ZnCr2O4

Além do espinélio o único outro membro do grupo que pode apresentar valor gemológico é a gahnita, que se apresenta normalmente sob a forma de cristais octaédricos de cor verde, que podem ser raramente transparentes e produzir gemas de razoável valor.

ESPINÉLIO SINTÉTICO

O espinélio é um material fácil de ser sintetizado: há muitas décadas já era produzido sob a forma de cilindros com uma das extremidades menor, chamados de “peras” ou “boules” ( da mesma forma que os mais primitivos rubis sintéticos ), e que eram preferencialmente coloridos, através de adequada adição de impurezas, de forma a simular a cor da água-marinha; são falsificações grosseiras, que um gemólogo com um mínimo de experiência detecta facilmente, mas que podem estar sendo até hoje fraudulentamente vendidas a compradores incautos em postos de gasolina nas margens da Rio-Bahia na região de Governador Valadares, Teófilo Otoni, Catugi e Padre Paraíso ou mesmo em lojas de souvenirs nas grandes cidades brasileiras.

Não pretendemos nos estender sobre esse assunto (espinélio sintético como gema falsa), pois isso é sobejamente conhecido pelo mercado. Nosso foco é a falsificação como mineral de coleção ou cristal esotérico.

Assim como é fácil produzi-lo como gema sintética barata, temos constatado nos últimos anos vários casos de cristais de espinélio sintético que têm sido oferecidos como espinélios ( ou outros minerais ) naturais. É relativamente simples e barato produzir cristais de espinélio em fornos metalúrgicos, mas esses cristais podem ser facilmente distinguidos dos naturais pelas seguintes características:

– são falsificações grosseiras, portanto não compensa que seja gasto muito tempo ou tecnologia para produzi-las: o resultado é sempre um grupo de muitos cristais de espinélio, o que nunca vimos até agora ocorrer na natureza: assim como o rubi, o espinélio quase se sempre se forma como cristais isolados ou como grupos de 2 ou não mais de 3 cristais, enquanto que os sintéticos são grupos de dezenas de cristais crescendo em paralelo

– são sempre translúcidos a opacos, pois o processo de cristalização deve ser muito rápido ( caso contrário o custo de produção aumentaria muito )

– examinando-se o material com uma lupa podem ser vistas cavidades esféricas na superfície ( bolhas de ar ), ou pequenos acúmulos esféricos de material sobre as faces dos cristais.

– como os cristais se depositam sobre o fundo do forno normalmente a base deles é plana, o que não ocorre nos cristais naturais

As fotos abaixo ilustram um grupo de cristais de espinélio sintético (notem as bolhas de ar no canto inferior direito) :

A foto abaixo mostra claramente a base plana:

Gostaríamos de ilustrar este nosso alerta com 2 casos concretos recentes:

1 – No show de minerais de Tucson um comerciante brasileiro estava oferecendo vários grupos de cristais octaédricos de cor vermelho-granada; eu inicialmente levei um susto, pensei que se fossem naturais deveriam ser de espinélio, mas eu não havia visto nada semelhante nem no Brasil nem em nenhum outro lugar; examinei com a lupa e vi imediatamente as cavidades esféricas bem como os pequenos depósitos esféricos sobre algumas das faces dos cristais, e perguntei então a ele:

– Asdrúbal ( nome fictício ), que material sintético mais fajuto e horroroso é esse que você está vendendo?

e ele respondeu:

– Você tem certeza que é sintético?

– Tenho!

– Eu também desconfiei, mas o Napoleão ( nome fictício ) me devia uma grana e me deu esse material como pagamento, e eu tenho que tentar recuperar prejuízo

– Você está vendendo isso como?

– O Napoleão me disse que era uma granada rara, com a forma de “balãozinho”, e eu estou vendendo como “granada vulcanizada”!

Horror puro!; por favor acreditem, a história é verídica!

2 – Há 3 meses um fornecedor tradicional veio ao meu escritório em Belo Horizonte oferecer um lote de quartzos rutilados; após fecharmos o negócio ele tentou me vender um pequeno lote, que alguém havia dado a ele em consignação, constituído de grupos achatados de cristais pretos, formando um reticulado, parecendo à primeira vista grupos de cristais geminados de rutilo exibindo a chamada “geminação reticulada”; entretanto o brilho do rutilo, daquela cor, da região de Diamantina ( onde ocorrem esses geminados reticulados ) é mais metálico e a densidade do rutilo é 4,23, um pouco superior à do espinélio, 3,56; desconfiei e fui examinar o material sob o microscópio e constatei a presença de pequenos depósitos esféricos sobre as faces de alguns cristais, bem como minúsculas cavidades esféricas nas extremidades.

Perguntei então o preço do lote, e o Gumercindo ( nome fictício ) me disse que o garimpeiro que havia encontrado o “caldeirão” com o material queria 1000 dólares pelo lote, então eu disse a ele para dizer ao garimpeiro que deixasse de ser ladrão e fosse ganhar a vida honestamente, pois o material é sintético e não vale nada.

O material tem simetria octaédrica e é também um espinélio sintético. Abaixo fotos de duas amostras que eu guardei, bem como a de um grupo de cristais legítimos de rutilo com geminação reticulada.

Espinélios sintéticos

Rutilo Reticulado

Todo o cuidado é pouco, a banditagem corre solta!

Finalizando este assunto, recebemos recentemente um E-mail com um link para o site www.unicadomundo.com, oferecendo o que se diz ser “o maior espinélio do mundo!”; sugiro que os prezados amigos vejam atentamente o conteúdo e tirem suas próprias conclusões!

Serafinita

A serafinita, pedra de tonalidade única e extremamente bonita como se pode ver nas fotos que integram este “post”, é uma variedade de clinocloro, cujo nome vem de “clinos”, que significa “inclinado”, numa alusão à inclinação entre seus planos óticos, e do grego “chloros”, numa referência à sua cor mais comum, o verde. Pertence ao grupo da clorita.

A foto abaixo mostra uma chapa obtida através do corte e polimento de uma seção horizontal de uma estalactite de serafinita, tendo como destaque a perfeição do contorno original da estalactite.

A serafinita aparece também em outras formas como esta mostrada abaixo  e na foto que abre este “post”, chamada de “casco de tartaruga”.

Outras formas são os cabochões e as pedras roladas. Em todas elas, destaca-se o tom esverdeado único e a presença das fibras.

Entre outras características apontadas pelos pesquisadores das propriedades dos cristais como o nosso saudoso Antonio Duncan e nossa querida Melody, a Serafinita pode ser utilizada para aumentar a coesão e equilíbrio nos relacionamentos, auxiliando também na cura em todos os níveis.

Empresta as propriedades de cura física, emocional e mental da clorita, já que esta é uma das pedras de cura mais poderosas e está presente em sua composição.

Auxilia a busca da independência, mas sempre conservando a habilidade de relacionamentos e o senso de diplomacia.

Reforça a percepção de que o crescimento espiritual é obtido através de atitudes de carinho e ternura para com o próximo e para consigo mesmo. Traz também a consciência da ordem das coisas – ordem dentro de si mesmo, ordem do universo e até mesmo ordem do caos, desfazendo sentimentos de desesperança através da percepção da importância de si próprio e de todos os seres no equilíbrio do universo e da sua realidade pessoal.

Em estados meditativos, produz o contato com as mais altas instâncias angelicais. Quando utilizado sobre o chakra coronário produz o alinhamento dos chakras, tendo, portanto, efeito de ancoramento e centralização. Quando colocado sobre o chakra cardíaco, tem-se a sensação de limpeza, trazendo proteção e fortalecendo o amor.

Em breve, mais destaques do mundo dos minerais.

Abraços a todos

Carlos

Inclusões no Quartzo – livro

LIVRO “MAGIC WORLD: INCLUSIONS IN QUARTZ”
Jaroslav Hyršl e Gerhard Niedermayr

Este livro, cujo título se traduz como “Mundo Mágico: Inclusões no Quartzo”, é o mais completo, o mais bem ilustrado, o melhor livro sobre esse fascinante tema.

Por ser o quartzo o mineral mais abundante na crosta terrestre e por ele estar presente na maioria dos ambientes geológicos é impressionante a variedade de inclusões descritas: um total de 152 diferentes espécies minerais ( excluindo-se desse total as variedades ), sem contar as inclusões fluidas e gasosas de diversos tipos, bem como hidrocarbonetos.

Não conheço o Gerhard Niedermayr mas tenho o privilégio de ser amigo do Jaroslav Hyršl, que é um gemólogo e mineralogista tcheco, casado com uma peruana, e que viaja no mínimo uma vez por ano ao Brasil e ao Peru; além de comerciante de gemas e, obviamente, de minerais com inclusões, o Jaroslav é também importante comerciante e colecionador de espécies minerais raras. Abaixo, nosso amigo em foto tirada na feira de Munique.

Infelizmente no mercado de pedras é muito comum que palpites, sem embasamento técnico, sejam aceitos como verdade e passados para a frente e até se transformem num nome comercial amplamente difundido e difícil de ser corrigido; o mais clássico desses erros é chamar de “CACOXENITA” inclusões fibrosas douradas no quartzo ( principalmente em ametistas do Rio Grande do Sul ), como as das fotos abaixo,  e que na realidade se tratam de GOETHITA. A cacoxenita é um fosfato de ferro e alumínio, também de hábito fibroso e de cor dourada, que ocorre em pegmatitos bem como em outros tipos de rocha mas que até agora nunca foi descrita como inclusão no quartzo ( tanto que ela não é um dos 152 minerais listados no livro ).

A foto abaixo encontra-se na página 91 e mostra grupos de cristais de goethita no quartzo, procedente do Rio Grande do Sul.


A foto abaixo encontra-se na parte superior da página 93, e mostra Inclusões de goethita no quartzo proveniente de Aghbar Bou Azzer, Marocos. O campo de visâo é de 7 cm.

Mais uma foto de goethita no quartzo vinda do Rio Grande do Sul e que aparece na parte inferior da página 93 do livro. O campo de visão é de 1,5 cm.

Entre as várias dezenas de excelentes fotos podemos ainda destacar as seguintes:

– Inclusões esféricas de fluorita na ametista, do Rio Grande do Sul ( são as duas fotos abaixo, tiradas da pg.80 )

– Inclusão de cristal longo tabular de brookita marrom sobre o qual crescem, perpendiculares às faces do prisma da mesma, finas agulhas prateadas de rutilo; a amostra, exibida na página 88, provem da região de Curvelo, MG.

– Esferas de cristobalita dentro de ametista, do Rio Grande do Sul ( pg.89 )

– Belíssimo cristal de ametista do Espírito Santo com inclusões de hematita e de goethita ( pg.95 ). O cristal mede 1,5 cm.

– Dentre as mais belas, inclusões de papagoita azul e de caolinita branca em quartzo da Mina Messina, África do Sul ( pg.207 ).

Colaboramos, juntamente com o José Eduardo Barbosa e o saudoso Jan A. Vlcek ( “Johnny” ), na determinação da procedência de várias peças brasileiras incluídas no livro ( obviamente o Brasil, o maior produtor mundial de quartzo, tem posição de destaque no mesmo ), e somos gratos por sua gentileza de incluir nosso nome na coluna dos agradecimentos.

Temos o livro disponível para venda e o preço é equivalente a 100 dólares.

Aditivo ao artigo sobre obsidiana e vidro-da-terra, outros vidros naturais, tectitos e fulguritas

Em nosso artigo anterior sobre as falsas “Obsidianas” ou “Vidros da Terra” fizemos uma comparação entre esses vidros sintéticos e os vidros vulcânicos naturais, que são as verdadeiras obsidianas.

Gostaríamos aqui de complementar o assunto, abordando outros 2 tipos de vidros naturais:

1 – TECTITOS

São vidros formados pelo impacto de meteoritos de grande porte; a violenta energia do impacto funde o solo e o expele ao espaço, em alta velocidade, o que provoca o rápido resfriamento e consolidação da massa fundida sob a forma de um vidro natural, que é chamado de TECTITO.

Conforme se pode ver na foto abaixo, a forma dos tectitos é normalmente ovalada, e a dimensão máxima raramente excede 5 cm ( há registros de peças com até 15 cm ); a textura a superfície é inconfundível: ela nunca é lisa mas sempre ranhurada e com cavidades superficiais esferoidais.



Os tectitos são normalmente marrons muito escuros, translúcidos. As notáveis exceções são a moldavita e o vidro da Líbia:

Moldavita – é um tectito de cor verde-garrafa, translúcido mas que pode ser transparente ( nesse caso podendo ser lapidado! ), formado pelo impacto, há cerca 15 milhões de anos, de um meteorito gigante na região da Bohemia e a Morávia, na República Tcheca ( ambas cortadas pelo Rio Vltava, cujo nome em alemão é “Moldau”, daí a origem do nome “moldavita” ), mas que espalhou moldavitas por outras áreas daquele país bem como na Áustria e na Alemanha.

A foto abaixo mostra uma moldavita de qualidade superior que, ao contrário dos outros tectitos, é transparente e apresenta saliências na superfície com espessura de até cerca de 3 mm. A foto seguinte mostra uma moldavita de qualidade mais fraca, sem as saliências superficiais, apenas translúcida e mais parecida com os tectitos convencionais ( distinguindo-se deles apenas pela cor verde ). A terceira foto é de uma moldavita lapidada em forma de cabochão.



Estima-se que até hoje já foram coletadas cerca de 275 toneladas de moldavitas!

Vidro da Líbia – é um tectito de cor amarelo-clara, formado pelo impacto de um meteorito gigante ou de um cometa no deserto do Saara, há cerca de 29 mlhões de anos, espalhando esse “vidro da Líbia” por uma área de 50 x 130 km, englobando o leste da Líbia e o oeste do Egito. As peças são translúcidas e muitas vezes transparentes, os tamanhos são normalmente de poucos centímetros mas há registro de peças de até 7 kg; assim como os demais tectitos a superfície apresenta ranhuras, estrias e pequenas cavidades esféricas. A foto abaixo foi obtida na página do grande comerciante e nosso caro amigo Alain Carion.



Outras variedades famosas de tectitos são:

Vidro de Darwin – encontrado na ilha da Tasmânia, Austrália, são também translúcidos a opacos, e exibem cor marrom a marrom-esverdeada.



Indochinito (já mostrado na primeira foto) – resultado do impacto de um meteorito gigante na região da antiga Indochina ( Laos, Vietnã e Camboja ), que além de espalhar tectitos pelo território desses 3 países também o fez sobre parte da Tailândia e do sul da China; os indochinitos são translúcidos e apresentam cor marrom muito escura.

Existem ainda inúmeros registros de ocorrência de tectitos em várias outras partes do mundo.

É impossível confundir tectitos ( assim como as obsidianas naturais ) com os “vidros da Terra” sintéticos: os primeiros são formados pelo resfriamento rápido de material fundido, viajando a altíssimas velocidades, enquanto que o vidro sintético é formado pelo resfriamento lento do material, parado dentro de um forno. Jamais foram encontrados tectitos ( mesmo as moldavitas e os vidros da Líbia, que podem ser transparentes ) de vários quilos absolutamente transparentes, como o “vidro da Terra” de 52 kg que nos foi oferecido pela Internet; e, mais importante, é impossível reproduzir dentro de um forno as feições superficiais de fluxo que estão sempre presentes nos tectitos.

2 – FULGURITA

É um vidro formado pela fusão de solos arenosos devido ao impacto de raios, elas têm normalmente o centro oco, têm forma aproximadamente cilíndrica, com os contornos externos irregulares e incrustados com grãos de areia; são sempre opacos e a cor varia dependendo da composição química da areia onde houve o impacto do raio ( normalmente a cor á cinza ou marrom ); há registro de fulguritas de até 4 m de comprimento! ( uma peça encontrada nas margens do Lago Congamond, no estado de Connecticut, USA, e que se encontra exposta no Peabody Museum of Natural History na Universidade de Yale, USA.


Como mensagem final, agradecemos a todos que nos acompanharam e apoiaram neste nosso ano inicial como “blogueiros”, e que tenhamos todos um excelente 2009.

Saúde, Paz e Prosperidade a todos!!!!!!

Identificações erradas de minerais e fraudes – Capítulo I – “Obsidiana” ou “vidro-da-terra”

IDENTIFICAÇÕES ERRADAS DE MINERAIS E FRAUDES

PRIMEIRO CAPÍTULO – “OBSIDIANA” OU “VIDRO-DA-TERRA”

Infelizmente os mercados de minerais, de gemas e de cristais esotéricos têm sofrido com um grande número de erros de classificação ( intencionais ou não ), bem como fraudes de diversos tipos. Isso leva os compradores menos preparados ou desatentos a adquirir “gato por lebre”, bem como dificulta o trabalho dos comerciantes honestos que têm de competir com imitações de menor ou nenhum valor.

Daremos ênfase ao que ocorre no mercado de minerais para coleção e de cristais esotéricos, pois no caso das gemas existe uma estrutura bem montada de laboratórios gemológicos que vêm sistematicamente estudando e publicando informações sobre materiais sintéticos e processos de modificação de cor, o que não ocorre na mesma escala no caso dos minerais e dos cristais.

No primeiro número desta série abordaremos uma fraude bastante atual, que é tentar classificar VIDRO como “OBSIDIANA” ou “VIDRO-DA-TERRA”.

A obsidiana é um vidro natural, sem estrutura cristalina nem composição química constante, encontrado no interior de lava vulcânica. Ocorre em vários países do mundo, mas apenas onde houve vulcanismo relativamente recente ( o que não é o caso do Brasil, onde as mais recentes erupções vulcânicas ocorreram há cerca de 40 milhões de anos! ). As cores são sempre muito escuras ( marrom, marrom-esverdeada, marrom-avermelhada ou preta ), e o material é, com raras exceções, translúcido ou opaco.

Como se trata de material de baixo valor seu uso como material ornamental se restringe à produção de pedras roladas, ovos, esferas e esculturas ( com a exceção da “obsidiana arco-íris” ou “rainbow obsidian”, encontrada no México ). As variedades naturais mais conhecidas são as seguintes:

– OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE”

– ocorre no Arizona como nódulos semi-esféricos ou alongados, de cor marrom-escura, translúcidos ou quase transparentes, medindo até cerca de 5 cm, e encontradas em solos resultantes da decomposição recente de lavas vulcânicas claras denominadas “perlitas”.


– OBSIDIANA “LÁGRIMA-DE-APACHE” NA PERLITA

– OBSIDIANA “FLOCOS-DE-NEVE”

– é um material preto opaco com nódulos brancos com aparência de flocos de neve ( causados pelo início de formação do mineral “cristobalita” ), é encontrada no estado do Utah, USA.

– OBSIDIANA “DOURADA”

– ocorre no México, tem cor marrom-esverdeada muito escura, translúcida, e apresenta inclusões tubulares, ocas, que proporcionam reflexões internas da luz do tipo “olho-de-gato”; os índios aztecas e os toltecas a utilizavam intensivamente na confecção de esculturas, ferramentas e pontas de flecha.

– OBSIDIANA “MOGNO”

– ou obsidiana “mahogany”, tem cor preta, opaca, com manchas marrom-avermelhadas, ocorre no México bem como em vários estados norte-americanos ( Arizona, Califórnia, Novo México e Oregon ).

– OBSIDIANA “ARCO-ÍRIS”

– é a variedade mais valiosa, consiste de uma matriz negra, opaca, com zonas internas iridescentes, o que resulta, ao se lapidar o material em cabochão ou na forma de coração, em reflexões internas verdes/ roxas/ azuis/ vermelhas. A ocorrência mais importante se localiza no México

Por outro lado, os vidros, sintéticos, vendidos fraudulentamente como “obsidianas” ou “vidros-da-terra” são verdes ou azul-esverdeados, completamente transparentes, o que jamais foi visto em obsidianas naturais. Sua ocorrência natural é geologicamente impossível: o solo, onde essas “obsidianas” teriam sido encontradas ( é sempre a mesma história, um garimpeiro de “total confiabilidade”, “que não mente”, encontrou a peça escavando a terra, ou um fazendeiro também “totalmente confiável” coletou-a do mesmo modo ), provém sempre da decomposição de uma rocha, seja ela sedimentar, metamórfica ou ígnea; nos dois primeiros casos jamais poderá ser encontrada uma massa de vidro natural, e as rochas ígneas encontradas no Brasil não são do tipo lava vulcânica extrusiva, que poderia conter massas de obsidiana natural ( mas nunca grandes, transparentes e azuis ); as lavas vulcânicas que existiram no Brasil há mais de 40 milhões de anos já foram completamente erodidas.

Recebemos recentemente uma oferta de uma fantástica “obsidiana verde” de 53 kg. A pedra é a das fotos abaixo.

A mensagem oferecendo-a, da qual retiramos os nomes pois queremos acreditar que a pessoa não agiu de má fé e sim por desconhecimento dizia:

“Luiz, boa tarde!

Meu noivo – ******* – ligou para você, por indicação do ******, sobre uma obsidiana verde.
Trata-se de uma pedra com 53,3 Kg – 116 cm de circunsferencia; 32 cm de altura; 35 cm de largura.
Uma pedra muita bonita como você pode observar nas fotos que envio em anexo.

Gostaríamos que avaliasse e se quiser ver pessoalmente ou obter mais informações, por favor, entre em contato.

Seguem os telefones:
Tel: (**) ****-**** ou (**) ****-****.

Desde já agradeço pela atenção.”


Não estamos afirmando que a pessoa que enviou esta mensagem está agindo de má-fé, mas o que ela está oferecendo é um vidro artificial sem nenhum valor científico ou comercial.

A conclusão final é que não existem obsidianas azuis ou azuis-esverdeadas, transparentes, seja no Brasil seja em qualquer outra parte do mundo, e se alguém encontrou algo assim num solo é porque alguém ali a enterrou!

Quem tiver algum caso para contar ou sugerir, envie-nos pelo noso email info@luizmenezes.com.br

Até a próxima!